Mulher sem igual
(Paulino Vergetti)
Santa mulher, ó santa dama,
a esperta da casa,
a fogosa da cama,
és mesmo tu a minha senhora.
Fecha os olhos para nos enxergar
e subir aos céus e parar de chorar
porque sou eu o teu melhor amigo,
esse nem tão desvairado abrigo,
esse teu amor de tudo.
Nem tão santa és mais agora,
a dama dos dias e a mulher das horas,
a certinha de tudo, a que me engorda,
a rainha sem reino, mulher de um rei convencido!
“Ser” Mulher
(Meu Diniz)
Quem sou eu para ser sem igual
Uma mulher mais do que normal
“a esperta da casa e fogosa da cama”
Acorda cedo diz bom dia,
Arruma as crianças,
Serve o café,
Encosta os lábios nos teus e diz ter dado um beijo
Corre de um lado para o outro,
Vai para o trabalho, volta pra casa, corre faz o almoço,
Volta ao trabalho em menos de duas horas,
E antes de voltar a casa, no fim do dia, vai as compras,
Chega a casa coloca “bobs” no cabelo, passa creme no rosto enquanto organiza a casa,
Olha a tarefa das crianças enquanto faz o jantar
Coloca a mesa, tira o avental e se veste como dama e senhora da casa
Espera o Rei e senhor, serve o jantar e em seguida arruma a cozinha,
Enquanto isso pergunta ao Rei como passou o dia
Mas a bateria ainda resiste à entrega ser total
Uns acham que este tipo de mulher já não existe,
Outros chamam de Amélia ou de Maria,
E eu simplesmente chamo de um “Ser” Mulher.
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