Olá!
Não poderia deixar de contar. Hoje, 30 de junho, meu dia foi muito bacana, cheio de novidades. Na parte da manhã participei do I Seminário de Economia Solidária e comecei um projeto de Comunicação Comunitária. Nossa! Confesso que foi o início de um sonho, pois acredito muito no potencial das pessoas.
Hoje até demorei para entrar, fui a um concerto de seresta na Casa da Cultura. Nem te conto...nota mil. Era tudo o que eu precisava para terminar o dia com chave de ouro, mas antes de dormir não resisti, tive que entrar, postar dois poemas e claro, deixar um recadinho para você.
Beijinhos com carinho,
Mel Diniz
Ponto de "encontro com as palavras". Vejo neste blog uma maneira diferente de expressar o sentimento, pois o sentimento só tem sentido quando se senti. Trago nas palavras uma forma de sentir o sentimento vindo a dar sentido a ele. Juntanto letras escrevo ficção que muitas vezes vai ao encontro do real. Como diz um poeta amigo, "poesia é a psicografia do sentimento".
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quinta-feira, 1 de julho de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Bate papo com leitor amigo - 29/06
Cá estou para um bate papo informal. Hoje, 29 de Junho, publiquei mais dois poemas. Diálogo de Poetas II e Diálogo de Poetas III. Com isso, acho interessante contar como surgiu este diálogo. Na verdade eu não conheço o Paulino Vergetti, mas sou fã de seus poemas. Ele é do interior de Pernanbuco, da cidade de Garanhuns. Só sei que tenho uma grande amiga na cidade, a qual está no meu orkut. Atravé do orkut dela, Paulino chegou ao meu deixando uma de suas poesias. Gostei imenso. No outro dia, outra poesia. Foi ai que resolvi, em forma de poesia, deixar um recado no orkut dele e logo veio a resposta. A partir daí comecei a "brincar" de forma isolada. Passei a responder os seus poemas com outras poemas e fui construindo os diálogos. Mas confesso que este diálogo é fruto da minha imaginação, não foi algo planejado. Vergetti é um escritor e eu comecei a dialogar com suas poesias. Adorei a experiência e espero que você goste do resultado.
UNIVERSO DOS MEUS SONHOS
(Mel Diniz)
Sem querer descobri você neste universo
E quando dei por mim, meus olhos estavam a brilhar,
Juntei os nossos sorrisos com o brilho do meu olhar
E quando dei por mim mais uma vez, estava a viajar
Meu pensamento foi pra longe te buscar
Na ânsia de encontrar com o brilho do teu olhar
Foi quando me lembrei de uma obra que diz:
“Longe é um lugar que não existe”
Então mesmo sem o teu olhar já o tenho perto de mim
Tão perto que me inspirou a escrever estes versos
Versos estes expressados pelo coração em contado com o pensamento.
Tenho comigo que a junção entre pensamento e coração é o sentimento.
E neste momento sinto um desejo enorme de tirar você do universo dos meus sonhos,
Não para deixar de sonhar e sim para sonhar com e com você.
Sem querer descobri você neste universo
E quando dei por mim, meus olhos estavam a brilhar,
Juntei os nossos sorrisos com o brilho do meu olhar
E quando dei por mim mais uma vez, estava a viajar
Meu pensamento foi pra longe te buscar
Na ânsia de encontrar com o brilho do teu olhar
Foi quando me lembrei de uma obra que diz:
“Longe é um lugar que não existe”
Então mesmo sem o teu olhar já o tenho perto de mim
Tão perto que me inspirou a escrever estes versos
Versos estes expressados pelo coração em contado com o pensamento.
Tenho comigo que a junção entre pensamento e coração é o sentimento.
E neste momento sinto um desejo enorme de tirar você do universo dos meus sonhos,
Não para deixar de sonhar e sim para sonhar com e com você.
DIÁLOGO DE POETAS IV
Palavras cortadas
(Paulino Vergetti)
Eu não te ouço!
Minha voz é navalha afiada,
laranja passada, quase podre
e que rapidamente chega a ti.
A voz é viva e o olho vê.
Falo-te surdo e embriagado
como um triste palhaço que não sabe mais rir.
Tua mudez foi violentada,
pariu molduras indecifráveis
e um frio sem fim.
Se há em teu amor um ar de castigo,
fugiste de ti e te puseste em desabrigo,
para não mais me ter e nunca mais me ouvir...
O grito do silêncio
(Mel Diniz)
Você não me ouve
Ninguém mais me ouve
O amor que sinto calou-me em forma de castigo,
para o meu poeta nunca mais me ouvir.
Mas o castigo foi ainda maior,
Além do poeta ninguém mais me ouve.
Mesmo assim prefiro o castigo de não me poderem ouvir
Do que perder o amor que sinto por ti
Pois o sentimento pode se ouvir no silêncio
E nele enxergar o sentimento
Meu silêncio grita alto e pedi abrigo através do olhar
Nele trago o reflexo do que vem de dentro
E por dentro uma pergunta que não quer calar
Como posso tanto te amar correndo o risco de nunca te ter?
Este foi o momento em que minha mudez foi violentada e me senti desabrigada.
Mesmo assim não conseguistes decifrar a voz do coração,
classificando a como indecifrável.
(Paulino Vergetti)
Eu não te ouço!
Minha voz é navalha afiada,
laranja passada, quase podre
e que rapidamente chega a ti.
A voz é viva e o olho vê.
Falo-te surdo e embriagado
como um triste palhaço que não sabe mais rir.
Tua mudez foi violentada,
pariu molduras indecifráveis
e um frio sem fim.
Se há em teu amor um ar de castigo,
fugiste de ti e te puseste em desabrigo,
para não mais me ter e nunca mais me ouvir...
O grito do silêncio
(Mel Diniz)
Você não me ouve
Ninguém mais me ouve
O amor que sinto calou-me em forma de castigo,
para o meu poeta nunca mais me ouvir.
Mas o castigo foi ainda maior,
Além do poeta ninguém mais me ouve.
Mesmo assim prefiro o castigo de não me poderem ouvir
Do que perder o amor que sinto por ti
Pois o sentimento pode se ouvir no silêncio
E nele enxergar o sentimento
Meu silêncio grita alto e pedi abrigo através do olhar
Nele trago o reflexo do que vem de dentro
E por dentro uma pergunta que não quer calar
Como posso tanto te amar correndo o risco de nunca te ter?
Este foi o momento em que minha mudez foi violentada e me senti desabrigada.
Mesmo assim não conseguistes decifrar a voz do coração,
classificando a como indecifrável.
terça-feira, 29 de junho de 2010
DIÁLOGO DE POETAS III
Sísmicos sentimentos...
(Paulino Vergetti Neto)
Informo-me da vida e aprendo a amar.
Sou mesmo esse poeta ávido,
cheio do passado
e nem tão de mim.
Sei quem sou e o que eu quero!
Meus medos sobem íngremes ladeiras, descansados,
vivendo na dor do hoje o amor do passado
e nada mais.
Sentimentos “sísmicos sentimentos"
(Mel Diniz)
O medo é o limite
Não se limite ao medo
Não viva o passado e sim o que aprendestes com ele.
Como do futuro nada se sabe,
Bom mesmo é viver o presente
Longe das angústias dos amores perdidos,
Longe da ansiedade dos amores que estão por vir
Se hoje ainda não há um grande amor,
Viva sem dor, a presente ausência dos amores
E nesta ausência,
Permita-se amar plenamente
Preencha a vida com este amor
Torna-te livre de tudo e de todos,
E com isso, permita te amar ainda mais e ser feliz
(Paulino Vergetti Neto)
Informo-me da vida e aprendo a amar.
Sou mesmo esse poeta ávido,
cheio do passado
e nem tão de mim.
Sei quem sou e o que eu quero!
Meus medos sobem íngremes ladeiras, descansados,
vivendo na dor do hoje o amor do passado
e nada mais.
Sentimentos “sísmicos sentimentos"
(Mel Diniz)
O medo é o limite
Não se limite ao medo
Não viva o passado e sim o que aprendestes com ele.
Como do futuro nada se sabe,
Bom mesmo é viver o presente
Longe das angústias dos amores perdidos,
Longe da ansiedade dos amores que estão por vir
Se hoje ainda não há um grande amor,
Viva sem dor, a presente ausência dos amores
E nesta ausência,
Permita-se amar plenamente
Preencha a vida com este amor
Torna-te livre de tudo e de todos,
E com isso, permita te amar ainda mais e ser feliz
DIÁLOGO DE POETAS II
Descompromissado
(Paulino Vergetti Neto)
Vou por aí levando a vida
dentro de qualquer sonho, entretido
por algum sorriso meu,
à procura de um violão,
ou quem sabe de uma mão...
ou de um amor qualquer que livre exista.
Vou por aí ouvindo o tempo,
chorando, aprendendo, falando, dizendo.
Quando eu vier de onde eu fui,
trazendo dos instantes os momentos felizes,
hei de deixar de ser triste
para ser de mim um novo amor,
sem saudades e sem dor,
longe de qualquer compromisso tísico!
Compromisso com a Liberdade (resposta a um descompromissado)
(Mel Diniz)
Enquanto vejo alguém levando a vida
Vou andando por ela e sem querer, sendo levada por quem a leva
Sou livre e às vezes me pego sonhando
Sonho que estou sonhando com alguém que sonha
E no meu sonho ando ao lado de um sonhador que se deixa levar pelo meu sonho
O sonho vem acompanhado de uma canção de ninar
E isso faz com que eu nunca pare de sonhar
Mais uma vez falo da liberdade que tanto prezo
Sou livre para tocar um violão,
Sou livre para estender a minha mão,
Sou livre dos meus sonhos,
Não preciso de você para caminhar,
E isso me deixa livre para dizer que me amo.
E o amor que tenho por mim, me deixa livre para amar você.
E esse amor nos amarra num compromisso de liberdade
Longe da dor e da saudade,
Numa intensa sensação de felicidade.
(Paulino Vergetti Neto)
Vou por aí levando a vida
dentro de qualquer sonho, entretido
por algum sorriso meu,
à procura de um violão,
ou quem sabe de uma mão...
ou de um amor qualquer que livre exista.
Vou por aí ouvindo o tempo,
chorando, aprendendo, falando, dizendo.
Quando eu vier de onde eu fui,
trazendo dos instantes os momentos felizes,
hei de deixar de ser triste
para ser de mim um novo amor,
sem saudades e sem dor,
longe de qualquer compromisso tísico!
Compromisso com a Liberdade (resposta a um descompromissado)
(Mel Diniz)
Enquanto vejo alguém levando a vida
Vou andando por ela e sem querer, sendo levada por quem a leva
Sou livre e às vezes me pego sonhando
Sonho que estou sonhando com alguém que sonha
E no meu sonho ando ao lado de um sonhador que se deixa levar pelo meu sonho
O sonho vem acompanhado de uma canção de ninar
E isso faz com que eu nunca pare de sonhar
Mais uma vez falo da liberdade que tanto prezo
Sou livre para tocar um violão,
Sou livre para estender a minha mão,
Sou livre dos meus sonhos,
Não preciso de você para caminhar,
E isso me deixa livre para dizer que me amo.
E o amor que tenho por mim, me deixa livre para amar você.
E esse amor nos amarra num compromisso de liberdade
Longe da dor e da saudade,
Numa intensa sensação de felicidade.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
DIÁLOGO DE POETAS I
Alma de Poeta
(Mel Diniz)
Quem é este poeta que invade meu ser e encanta as minhas manhãs?
Alguém que não sei quem, mas que me encanto pelo seu encanto...
Os versos falam de alforria, mas escraviza minha alma...
Minha alma fica ainda mais iluminada com a luz de seu olhar...
Um olhar que me cega e ao mesmo tempo me faz enxergar além de um olhar real.
Versos harmônicos que soa melodia e desperta em mim o desejo de poetisa
Vem meu poeta...
Quero saber mais de você em forma de poesia.
Vamos deixar nos encantar pelos encantos das palavras
Vamos sorrir e misturar nossas línguas que dizem ser a mesma
Mas sabemos que não é
Pois há algo acima da cultura que as diferenciam
Vamos falar das diferenças
Das igualdades dos povos e dos seres
Vamos falar do amor...
Do ser...
Do ter...
Do servir...
Do escravizar e alforriar...
Enfim, vamos tecer uma colcha de retalhos de símbolos que formam palavras
Alinhavados com sentimento virtual, mas com acabamento mais do que real.
Rei chorão
(Paulino Vergetti Neto)
Sou esse rei destronado, mas amigo teu,
alguém sem reino, alguém com medo...
um homem que jamais viveu.
Eis a minha história:
tudo descontado, nada lido, tudo amado.
Quando eu voltar de mim, verei a estrada.
O que me leva, cega e o que me nasce, mata!
Sou esse reino sem rei, esse rei sem rainha,
essa história escondida, essa fada perdida...
um rei sem ninguém.
Dá-me teu trono, ó vida,
onde eu possa existir e morar,
mesmo que habitando silêncios sem lenços...
mas onde eu possa livremente chorar.
Resposta a um Rei Chorão
(Mel Diniz)
Espero que quando voltar de si,
Veja a estrada que o leva a mim.
Darei-te meu canto para que possas existir,
E se quiser nele morar, és livre para chorar.
Aqui terás um reino, e eu quero ser ao menos ninguém,
Para você me reinar
Quero brincar de esconde esconde,
Contar até dez e depois de abrir os olhos, encontrar a tua história
Quem sabe na brincadeira eu encontre também a fada perdida
Esta passa a ser a madrinha que me transforma em tua rainha.
E eu que só tinha um canto
Passo a ter um rei que me encanta com seus encantos
(Mel Diniz)
Quem é este poeta que invade meu ser e encanta as minhas manhãs?
Alguém que não sei quem, mas que me encanto pelo seu encanto...
Os versos falam de alforria, mas escraviza minha alma...
Minha alma fica ainda mais iluminada com a luz de seu olhar...
Um olhar que me cega e ao mesmo tempo me faz enxergar além de um olhar real.
Versos harmônicos que soa melodia e desperta em mim o desejo de poetisa
Vem meu poeta...
Quero saber mais de você em forma de poesia.
Vamos deixar nos encantar pelos encantos das palavras
Vamos sorrir e misturar nossas línguas que dizem ser a mesma
Mas sabemos que não é
Pois há algo acima da cultura que as diferenciam
Vamos falar das diferenças
Das igualdades dos povos e dos seres
Vamos falar do amor...
Do ser...
Do ter...
Do servir...
Do escravizar e alforriar...
Enfim, vamos tecer uma colcha de retalhos de símbolos que formam palavras
Alinhavados com sentimento virtual, mas com acabamento mais do que real.
Rei chorão
(Paulino Vergetti Neto)
Sou esse rei destronado, mas amigo teu,
alguém sem reino, alguém com medo...
um homem que jamais viveu.
Eis a minha história:
tudo descontado, nada lido, tudo amado.
Quando eu voltar de mim, verei a estrada.
O que me leva, cega e o que me nasce, mata!
Sou esse reino sem rei, esse rei sem rainha,
essa história escondida, essa fada perdida...
um rei sem ninguém.
Dá-me teu trono, ó vida,
onde eu possa existir e morar,
mesmo que habitando silêncios sem lenços...
mas onde eu possa livremente chorar.
Resposta a um Rei Chorão
(Mel Diniz)
Espero que quando voltar de si,
Veja a estrada que o leva a mim.
Darei-te meu canto para que possas existir,
E se quiser nele morar, és livre para chorar.
Aqui terás um reino, e eu quero ser ao menos ninguém,
Para você me reinar
Quero brincar de esconde esconde,
Contar até dez e depois de abrir os olhos, encontrar a tua história
Quem sabe na brincadeira eu encontre também a fada perdida
Esta passa a ser a madrinha que me transforma em tua rainha.
E eu que só tinha um canto
Passo a ter um rei que me encanta com seus encantos
CONQUISTAS
(Mel Diniz)
Venha, vamos brincar
Vamos para a rua com os pés no chão
Vamos soltar pipa com os meninos
Brincar de amarelinha e bolinha de gude
Vamos, venha, vamos brincar,
Mamãe polenta, mamãe da rua, manda-o-tiro-o tiro-lá
Subir em árvores, brincar de roda.
Tudo bem, então vamos brincar de pique de pegar ou de esconde esconde
Só não vale se esconder do presente.
Temos que vivê-lo intensamente com os pés no chão
Viver com os pés no chão não significa parar de sonhar
E sim viver o sonho que sonhamos quando criança,
Viver o sonho de ser “gente grande”.
Nem sempre somos o que sonhamos
Mas o importante é que conquistamos e hoje somos “gente grande”.
O que vale é a conquista
E por isso vivemos a conquista diária de viver.
Conquistamos o ar que respiramos,
Conquistamos o emprego que temos, os alimentos que comemos,
Conquistamos os amores, os encontros e desencontros,
Conquistamos nossas conquistas.
É possível conquistar todos os sonhos quando se sonha pra frente
Parar e sonhar com o passado é perda de tempo
Mas não é perda de tempo viver o que aprendemos com ele.
Se viver é uma conquista, como conquistar o que já passou?
Não é possível conquistar o passado,
O que passou já foi conquistado e aprendemos com as conquistas.
Hoje somos a conquista do que sonhamos quando criança.
Importante mesmo é viver e lutar pela conquista plena.
Muitos sonhos ainda não conquistei e por isso ainda vivo.
Um dia vou parar de ver os meninos soltar pipa para eu mesmo soltar.
Venha, vamos brincar
Vamos para a rua com os pés no chão
Vamos soltar pipa com os meninos
Brincar de amarelinha e bolinha de gude
Vamos, venha, vamos brincar,
Mamãe polenta, mamãe da rua, manda-o-tiro-o tiro-lá
Subir em árvores, brincar de roda.
Tudo bem, então vamos brincar de pique de pegar ou de esconde esconde
Só não vale se esconder do presente.
Temos que vivê-lo intensamente com os pés no chão
Viver com os pés no chão não significa parar de sonhar
E sim viver o sonho que sonhamos quando criança,
Viver o sonho de ser “gente grande”.
Nem sempre somos o que sonhamos
Mas o importante é que conquistamos e hoje somos “gente grande”.
O que vale é a conquista
E por isso vivemos a conquista diária de viver.
Conquistamos o ar que respiramos,
Conquistamos o emprego que temos, os alimentos que comemos,
Conquistamos os amores, os encontros e desencontros,
Conquistamos nossas conquistas.
É possível conquistar todos os sonhos quando se sonha pra frente
Parar e sonhar com o passado é perda de tempo
Mas não é perda de tempo viver o que aprendemos com ele.
Se viver é uma conquista, como conquistar o que já passou?
Não é possível conquistar o passado,
O que passou já foi conquistado e aprendemos com as conquistas.
Hoje somos a conquista do que sonhamos quando criança.
Importante mesmo é viver e lutar pela conquista plena.
Muitos sonhos ainda não conquistei e por isso ainda vivo.
Um dia vou parar de ver os meninos soltar pipa para eu mesmo soltar.
SIMPLESMENTE SAUDADES
(Mel Diniz)
Às vezes me pergunto qual sentimento se sente quando se está ausente?
E às vezes coloco a ausência como sentimento
Sinto que sinto um sentimento sem sentido
A dor da ausência de alguém que nunca esteve presente
Dizem que vivo no presente
Mas como posso viver no presente se estou com alguém ausente?
Seria a ausência este meu presente ou o presente um sentimento ausente?
Penso que também pode ser a minha própria ausência que faz o outro alguém ausente.
Quanta confusão para tentar decifrar o que é saudade.
Algo tão presente nas vidas de tanta gente.
Melhor é não tentar decifrar e apenas sentir
Porque todo sentimento é nobre
É a forma de expressão interna
e porque não dizer ser o sentimento que dá sentido à vida.
Como todo sentimento é nobre, a saudade, que também é um sentimento
Existe para enobrecer o nosso ser.
Deixa de saudade, já dizia o grande poeta
E eu viro o avesso do sentimento e digo viva esta saudade.
A saudade existe para nos remeter a momentos felizes
O fato de nos remeter a momentos felizes
Não significa voltar para viver do passado
Significa recordar a lição que aprendemos no ontem
Para aplicá-la no hoje e sermos sempre felizes.
Às vezes me pergunto qual sentimento se sente quando se está ausente?
E às vezes coloco a ausência como sentimento
Sinto que sinto um sentimento sem sentido
A dor da ausência de alguém que nunca esteve presente
Dizem que vivo no presente
Mas como posso viver no presente se estou com alguém ausente?
Seria a ausência este meu presente ou o presente um sentimento ausente?
Penso que também pode ser a minha própria ausência que faz o outro alguém ausente.
Quanta confusão para tentar decifrar o que é saudade.
Algo tão presente nas vidas de tanta gente.
Melhor é não tentar decifrar e apenas sentir
Porque todo sentimento é nobre
É a forma de expressão interna
e porque não dizer ser o sentimento que dá sentido à vida.
Como todo sentimento é nobre, a saudade, que também é um sentimento
Existe para enobrecer o nosso ser.
Deixa de saudade, já dizia o grande poeta
E eu viro o avesso do sentimento e digo viva esta saudade.
A saudade existe para nos remeter a momentos felizes
O fato de nos remeter a momentos felizes
Não significa voltar para viver do passado
Significa recordar a lição que aprendemos no ontem
Para aplicá-la no hoje e sermos sempre felizes.
MISTÉRIOS DO MEU MAR
(Mel Diniz)
Dedico este poema ao meu amigo Marcel
Quero navegar nas ondas do meu “Mar” para descobrir todos os seus mistérios
Mesmo de longe, não há quem não se apaixone por infinita beleza
Assim como todos, nem sempre ele está de bom humor,
Os segredos lançados nas entrelinhas fazem minha imaginação percorrer o infinito
E no infinito aparece o desejo de ir mais fundo na minha investigação
Salto as ondas, mergulho e pouco descubro,
Quando prestes a desvendar alguns de seus mistérios,
Vem o vento, seu maior aliado, e me carrega para longe deles,
E começo tudo de novo num espaço novo.
E quando estou novamente prestes a desvendar algo
Lá está o seu fiel aliado pronto para me carregar e levar para mais longe.
Depois de dezenas de tentativas
Percebi que o grande mistério do meu Mar era o seu aliando.
Isso fez me pular mais ondas e quando ele estava pronto para me carregar,
Aproveitei o embalo e fui parar nas nuvens, onde hoje habito,
Lugar onde o seu aliado revelou, em segredo, que parte dos mistérios do meu “Mar” estava dentro de mim.
Neste momento se tornou meu confidente e também aliado, e guarda pelos quatro cantos todos os meus mistérios, que por ele jamais serão revelados.
Dedico este poema ao meu amigo Marcel
Quero navegar nas ondas do meu “Mar” para descobrir todos os seus mistérios
Mesmo de longe, não há quem não se apaixone por infinita beleza
Assim como todos, nem sempre ele está de bom humor,
Os segredos lançados nas entrelinhas fazem minha imaginação percorrer o infinito
E no infinito aparece o desejo de ir mais fundo na minha investigação
Salto as ondas, mergulho e pouco descubro,
Quando prestes a desvendar alguns de seus mistérios,
Vem o vento, seu maior aliado, e me carrega para longe deles,
E começo tudo de novo num espaço novo.
E quando estou novamente prestes a desvendar algo
Lá está o seu fiel aliado pronto para me carregar e levar para mais longe.
Depois de dezenas de tentativas
Percebi que o grande mistério do meu Mar era o seu aliando.
Isso fez me pular mais ondas e quando ele estava pronto para me carregar,
Aproveitei o embalo e fui parar nas nuvens, onde hoje habito,
Lugar onde o seu aliado revelou, em segredo, que parte dos mistérios do meu “Mar” estava dentro de mim.
Neste momento se tornou meu confidente e também aliado, e guarda pelos quatro cantos todos os meus mistérios, que por ele jamais serão revelados.
TRABALHO
(Mel Diniz)
O trabalho engrandece, enriquece, amolece
O trabalho enriquece a alma
A alma amolece com o trabalho que engrandece
O trabalho é muito e o corpo padece, amolece,
O cansaço engrandece e toma conta do corpo
O corpo procura um canto que não canta, mas encanta,
Encanta o cansaço que descansa na cama que fica no canto
E muitos que não têm cama abraçam o cansaço e cantam sem um canto
Um canto que não encanta, mas desencanta e chora.
O trabalho engrandece, enriquece, amolece
O trabalho enriquece a alma
A alma amolece com o trabalho que engrandece
O trabalho é muito e o corpo padece, amolece,
O cansaço engrandece e toma conta do corpo
O corpo procura um canto que não canta, mas encanta,
Encanta o cansaço que descansa na cama que fica no canto
E muitos que não têm cama abraçam o cansaço e cantam sem um canto
Um canto que não encanta, mas desencanta e chora.
TANGO COM AS PALAVRAS
(Mel Diniz)
Dedico este poema a Leandro Theodoro, psciólogo e proprietário da Escola de Dança Leandro Theodoro.
Ao som de um belíssimo tango as palavras deslizam na tela em branco
Tecendo arabescos ora belos ora nem por isso
Na verdade os arabescos são adornos de sentimento nos pés da dançarina
E por que não dizer expressão de palavras do escritor
Pois na fortaleza das palavras libero meus sentimentos como na vivência de uma dança
Não estou preocupada com a beleza das palavras e tão pouco com a lógica
Simplesmente quero expressar com a pureza de um sentimento.
Ouça o tango que ouço, sinta e veja como foi minha festa
Foi assim que cheguei:
Pé ante pé, meio tímida e encabulada
As escadas pareciam maiores que nunca...
A sensação de que talvez tivesse sido melhor não ter ido
Entrei no salão, todos a dançar, sensação de estranheza, não sabia onde ficar.
Fui cumprimentando um a um, mas parecia não conhecer ninguém
Disfarcei a timidez ou possível insegurança com um sorriso nada discreto, mas de puro nervosismo.
Sentia meu rosto a queimar até que decidi por uma mesa.
Sentar foi um alívio!
A música foi tomando conta do meu espaço e os pés pareciam não querer ficar no chão
A cadeira tinha bicho carpinteiro, como dizia meu avô, pois eu não parava de mexer.
E quando percebi estava eu a rodopiar no salão me sentido livre
Deixando de lado a estranheza, passei a convidar pessoas para dançar
O salão que parecia grande e frio com a minha chegada, se tornou pequeno e aconchegante.
Nem senti o salto alto e tão pouco os erros dos passos.
Simplesmente optei por sentir a doce sensação de leveza e liberdade do dançar.
O corpo ainda não solta os passos como uma pluma,
Mas já não é mais pesado como um elefante
De forro a tango não deixei nada escapar
Quando dei por mim já passava das três e meu desejo era continuar
Foi aí que resolvi ir embora para não deixar passar o gosto de quero mais.
E por falar em quero mais, quando será a próxima festa?
Dedico este poema a Leandro Theodoro, psciólogo e proprietário da Escola de Dança Leandro Theodoro.
Ao som de um belíssimo tango as palavras deslizam na tela em branco
Tecendo arabescos ora belos ora nem por isso
Na verdade os arabescos são adornos de sentimento nos pés da dançarina
E por que não dizer expressão de palavras do escritor
Pois na fortaleza das palavras libero meus sentimentos como na vivência de uma dança
Não estou preocupada com a beleza das palavras e tão pouco com a lógica
Simplesmente quero expressar com a pureza de um sentimento.
Ouça o tango que ouço, sinta e veja como foi minha festa
Foi assim que cheguei:
Pé ante pé, meio tímida e encabulada
As escadas pareciam maiores que nunca...
A sensação de que talvez tivesse sido melhor não ter ido
Entrei no salão, todos a dançar, sensação de estranheza, não sabia onde ficar.
Fui cumprimentando um a um, mas parecia não conhecer ninguém
Disfarcei a timidez ou possível insegurança com um sorriso nada discreto, mas de puro nervosismo.
Sentia meu rosto a queimar até que decidi por uma mesa.
Sentar foi um alívio!
A música foi tomando conta do meu espaço e os pés pareciam não querer ficar no chão
A cadeira tinha bicho carpinteiro, como dizia meu avô, pois eu não parava de mexer.
E quando percebi estava eu a rodopiar no salão me sentido livre
Deixando de lado a estranheza, passei a convidar pessoas para dançar
O salão que parecia grande e frio com a minha chegada, se tornou pequeno e aconchegante.
Nem senti o salto alto e tão pouco os erros dos passos.
Simplesmente optei por sentir a doce sensação de leveza e liberdade do dançar.
O corpo ainda não solta os passos como uma pluma,
Mas já não é mais pesado como um elefante
De forro a tango não deixei nada escapar
Quando dei por mim já passava das três e meu desejo era continuar
Foi aí que resolvi ir embora para não deixar passar o gosto de quero mais.
E por falar em quero mais, quando será a próxima festa?
SENTIMENTO
(Mel Diniz)
Não sei o que sinto
Não sei o teu querer
Sei o que quero
Não sei o que sentes
Quero viver o instante,
Quero viver o presente,
Quero continuar pensando em te encontrar novamente.
Encontrar e viver intensamente o instante como se não houvesse o amanhã
Viver o momento como se fosse o último,
Como se fosse o único,
Como se fosse mágico e ser acima de tudo sempre verdadeiro
Uma verdade que não sabemos qual
Mas sabemos que está longe da falsidade e da mentira...
Uma lembrança...
Um telefonema...
Um reencontro...
Um cinema...
Uma mensagem...
Um abraço...
Um beijo tímido...
As mãos que se entrelaçam...
Tudo se faz presente em um momento não mais presente
Se no presente o passado está sendo presente...
No passado o futuro é o instante.
Que frase sem lógica e sem nexo!
Mas desde quando sentimento precisa de lógica, precisa de nexo?
Sentimento não se diz, não se vê, não se escreve, não se explica...
Simplesmente sente.
Não sei o que sinto
Não sei o teu querer
Sei o que quero
Não sei o que sentes
Quero viver o instante,
Quero viver o presente,
Quero continuar pensando em te encontrar novamente.
Encontrar e viver intensamente o instante como se não houvesse o amanhã
Viver o momento como se fosse o último,
Como se fosse o único,
Como se fosse mágico e ser acima de tudo sempre verdadeiro
Uma verdade que não sabemos qual
Mas sabemos que está longe da falsidade e da mentira...
Uma lembrança...
Um telefonema...
Um reencontro...
Um cinema...
Uma mensagem...
Um abraço...
Um beijo tímido...
As mãos que se entrelaçam...
Tudo se faz presente em um momento não mais presente
Se no presente o passado está sendo presente...
No passado o futuro é o instante.
Que frase sem lógica e sem nexo!
Mas desde quando sentimento precisa de lógica, precisa de nexo?
Sentimento não se diz, não se vê, não se escreve, não se explica...
Simplesmente sente.
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