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sábado, 6 de novembro de 2010

Quanto tempo

Ola...
O tempo passa mesmo? Estou tem quase um mês que não entro no blog. Tenho que voltar a ler as poesias de Mel Diniz. Uma delas diz que quando não estamos vendo o tempo passar significa que não estamos vivendo. Isso é a mais pura verdade. Mas a Mel também está sumida. Não tem escrito quase nada. Na verdade ela encontrou com uma grande amiga, a Birdy e juntas estão escrevendo um livro, acho eu. Não quero estar aqui fazendo fofoca, mas só sei que Mel tem escrito pouquissimos poemas. A propósito hoje vou postar um.
Vou indo, mas desta vez não prometo visitar mais vezes, mas farei o possível.

Bijinhos...
Hoje assino como Roberta, a melhor amiga de Mel Diniz

Viver como ninguém

(Mel Diniz)

Nunca viva a espera que o mundo lhe ofereça rosas
Ofereça você rosas ao mundo
Não espere que alguém lhe estenda a mão
Estenda você à mão a alguém
Experimente viver sem esperar
Experimente andar na contra mão
E assim descobrir em que mão está.
O mundo é tão lindo e a vida tão bela
Vamos amar e correr por entre as flores sem desviarmos dos espinhos,
Vamos retirando cada um que encontrarmos no jardim da vida.
Não importa quantas vezes vamos tropeçar e sim como vamos nos levantar.
É importante vencermos os obstáculos, retirá-los do caminho
Assim se tivermos que voltar à estação onde pegamos o primeiro trem
Não o encontraremos mais
Mas se não retirarmos do caminho e apenas desviarmos, mesmo não voltando à primeira estação, com certeza encontraremos com ele adiante, mas desta vez mais fortalecido, tornando-se cada vez mais complicado.
Chega um ponto que teremos que enfrentá-lo e quanto mais desviarmos dele no caminho, mais ele se fortalece e nos entristece.
Vamos amar, vamos correr
Vamos brincar, pular, gargalhar,
Vamos chorar, vamos acreditar,
Vamos viver cada segundo que nos pertence
E a melhor maneira é a maneira que nos faz bem e só nós sabemos como é.
Então viva como queiras e seja feliz!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Olá!

Quero compartilhar a alegria que trago no peito. Algo tão mágico que é impossível traduzir em palavras. Por mais que eu tente, não consigo. Até escrevi um poema que vou postá-lo a seguir. Tanta felicidade só pode ser acompanhada com novidade. Vou começar a inserir contos no meu blog. Na verdade vou começar inserir capítulos de uma linda história de amor.
Sabe, tudo tem sua hora e nada acontece por acaso. Lembra que comentei que estava sem inspiração? Pois esta fase acabou. É verdade! Mas não posso dizer por que, pelo menos por enquanto. Um dia, quem sabe, posso vir a partilhar.
Não tenho data certa para começar a postar, pois o trabalho me está “locauteando”, mas estou sabendo dosar. Agora dei uma pausa para bater um papo com o leitor, mais cedo fui fazer caminhada. E por falar em caminhada, nem conto. Adquiri um grande vício, mas desta vez saudável. É verdade. Estou ficando viciada em caminhada. Por duas vezes tentei faltar, mas parece que o Parque do Sabiá tem imã e não permite que eu deixe de ir. Nossa como estou tendo prazer em dedicar esta hora para mim. Vale à pena! Hoje consegui reduzir 10 minutos no percurso e com isso atingi a minha primeira meta. Agora o desafio será fazer os 5km e 200m em 44 minutos.
Agora vou voltar a trabalhar. Mas prometo não ficar muito tempo.
Beijos

O despertar de um vulcão

(Mel Diniz)
Perco-me nas palavras ao tentar expressar o que meu coração sente.
Se bem que sentimento não explica, simplesmente sente.
Me sinto como um vulcão que estava adormecido e de repente entra em erupção.
Durante anos tentou acordar e não encontrava motivo para as explosões
Se existe alma gêmea com certeza é você,
Invade meus sonhos e toma conta do meu ser
Realmente você me mordeu.
Sou sua vampirinha e não quero mais te perder.
Não importa de que forma
Nada tem importância, ou melhor, quase nada, pois há algo mais do que importante: você.
Quero fazer um pacto:
Não vamos deixar nada desta e de outras vidas nos separar
Já temos prova de que nem o tempo, com toda sua força, conseguiu nossa memória apagar
Treze anos não são treze dias
Por momento penso como uma eternidade
Mas pela força do que sinto passaram se menos de treze segundos.
Este jogo de palavras interpretados por Mel expressão os sentimentos de Birdy

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Olá,

Desta vez não fiquei tanto tempo sem entrar. É que estou trabalhando bastante e como trabalho direto no computador, às vezes fico cansada de entrar em casa. Mas ontem o motivo foi outro. Havia esquecido a senha. Que sufoco!
Tenho novidades. Comecei a caminhar no Parque todos os dias e estou amando, pois esta atitude tem me trazido inspiração, tanto que decidi não permitir que coloquem o N no meu tesão transformando-o em teNsão.
Muitas vezes estamos tendo um enorme prazer em executar uma tarefa, por exemplo, e ainda falta uma semana para cumprir o prazo e cliente falando toda hora no cumprimento do prazo, neste momento a tensão começa a tomar o espaço do prazer e chega a inibir a criação. Por isso a partir desta semana o lema é: Vamos tirar o N da tensão e trabalharmos todos com muito tesão.
Por hoje fico por aqui. Deixo uma poesia para você e olha, não esqueça: Não permita que coloquem o N no seu tesão.

Beijos no coração,
Com acarinho,
Mel Diniz

O Toque que Toca

(Mel Diniz)

Trago na mente o acorde de uma canção que me faz chegar a ti.
Em segundos o cerrado vira mar e o ouço tocando pra mim
Juntos transformamos a brisa em melodia e tudo se faz canção
Teu toque me encanta e busco um tom para te encantar
Encontro o tom no sorriso que cruza com o brilho do teu olhar
Teu olhar se faz chama e sem querer me impede de respirar
Sem respirar encontro me no inconsciente
Um inconsciente mais do que consciente que te faz presente

Sais pelo mundo a tocar
E imagino me sabendo voar
Sei onde estás.
O corpo fica,
O pensamento voa,
E em segundos me coloco diante de ti
Mais uma vez ouço teu toque
Tocas para mim e me tocas com o teu toque
Com isso meu toque se faz presente
E com ele faço te sentir o tom do meu sentido.

domingo, 5 de setembro de 2010

Bate Papo com o leitor amigo

Ola!

Nossa como estou em falta com meus amigos. Tanto tempo sem entrar, sem postar poesias, sem falar da vida. Estou correndo tanto que não tem sobrado tempo. Quando percebi já havia passado mais de um mês e eu sem dizer um oi. Mau sinal. Não vi o tempo passar. Se não vi é porque não vivi. Que triste! Olho a data da última postagem, 22 de julho de 2010. Poxa! Quantos dias eu fiquei sem viver! Mais de um mês e não percebi. Não vi passar o tempo.
Percebo que quando escrevo dou-me a chance de entrar em mim e enxergar meus sentimentos, enxergar minha pessoa, enxergar o meu ser, enxergar minha alma, enxergar o próximo como meu semelhante. Dou-me a chance de encontrar-me comigo mesma.
Construir o blog foi uma conquista. Era um desejo e foi saciado. Por um momento foi algo inusitado, a Mel mostra seus poemas para o mundo. A Mel descobriu que tem asas e pôs-se a voar. Mas pelo visto Mel não alcançou vôo. Por que será? Voou tão baixo, assim como as galinhas. Mas Mel é uma águia, um ganso selvagem e pode voar muito mais alto que as galinhas. Como abandonamos as nossas conquistas!
O amigo deve achar que estou delirando ao ler que a criação de um blog é uma conquista. Sim é a minha conquista. E é extremamente importante por ser uma conquista. Nós que damos a dimensão e o valor às coisas.
Mas o importante é que voltei a escrever e peço que leia as entrelinhas de nossos bate-papos e até mesmo das poesias, pois sempre há algo que possa ser importante que não coloquei na linha.

Beijos com sabor de poesia.

Não sei se assino Roberta ou Mel, pois este texto tem a Razão da Roberta e emoção de Mel. Já sei...
Beijos com carinho,

RôMel.

Poema para você

(Mel Diniz)

Perdida em um espaço a procura do nada
Sinto que encontrei o meu tudo
Atração por um perfil
Doce sensação de um beijo sincero
Procura
Descoberta
Desencontro
Encontro
Afinidade
Alma
Você
Busco palavras que definam este momento
E te encontro em pensamento
Palavras de ternura e carinho soltas no ar
Aproveito e peço ao vento que me leve até você
O pedido foi aceito e logo, se fechar os olhos, me sentirás acariciando o teu rosto
E sussurrando felicidade ao pé do teu ouvido.
Sem poder me tocar aceitarás minhas carícias
E no ar sentirás meus desejos
Desejo de sentir teu toque, teu cheiro
Desejo de olhar meu olhar refletido no teu
E na luz do teu olhar enxergar a essência de tua alma
Tua alma desnudando a minha tornando-a mais transparente em sentimento
Do Taelwondo temos em comum o social
E do social a harmonia
Escuto secos e molhados e me pego a dançar um tango contigo
Escrevo sobre Economia Solidária e na espera sou solidária a você
E você, sem perceber, solidário a mim em encantamento.
Nosso encontro desencontrando inspirou poesia
E tecendo palavras sinto-me cada vez mais perto de ti
Agora estou de volta e quero receber um recado teu através do vento
Que este vento chegue rápido e me faça sonhar acordada
E neste sonho quero que venhas me buscar
Para juntos navegarmos neste mundo de palavras
E do sonho ter a certeza do quanto foi bom te encontrar de verdade

A obra de arte da vida

(Mel Diniz)

Todos os dias quando acordo
Encontro com a luz da manhã a colorir o meu dia
A manhã é uma verdadeira artista
Tem habilidades ímpares para pintar, tecer e desenhar
A minha Manhã me tem sempre como protagonista e me entrega uma obra a cada dia.
Nem sempre vejo a obra colorida
Às vezes me entrega preto e branco ou apenas de uma cor
Mas a Manhã não tem culpa.
Tem dias, que antes dela chegar,
Escondo tintas, linhas, lápis, deixando a quase sem nada
Ela nem desconfia, e sempre com boa vontade me entrega uma linda obra ao fim do dia
Nem sempre reflito sobre a obra e às vezes passa despercebida
Passo dias a fio sem analisar nenhuma das obras, mas elas estão todas ali,
Guardadas na estante da memória, e quando menos espero aparece uma vaga lembrança.
O tempo passa a cada passo e de tão agitado não percebo ele passar,
E tão pouco por onde eu passo.
Não percebo a linha que estou a traçar e tão pouco o caminho que já percorri
Outro dia quando acordei, minha artista estava a pintar o meu espanto quando percebi, ao longo de um mês, a linda colcha de retalhos que ela havia tecido.
Na verdade havia finalizado um trabalho no meu trabalho e de tanto trabalho os passos passaram despercebidos.
Ao ver a colcha pronta ocorreram-me dois sentimentos: Vitória e remorso
Vitória por ter concluído o trabalho com louvou
E remorso por não ter vivido cada dia como um dia de vitória.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Carinho

(Mel Diniz)

Quantas maravilhas escondidas no Recanto das Letras
O carinho dos leitores nos faz enxergar além das palavras escritas
O poeta sempre expressa sentimento
Por vezes sentimentos de momentos
Mas nem sempre é seu, o sentimento expressado

Muitas vezes escrevo com os olhos vendados
Por não querer enxergar a beleza da vida
Mas não há nada mais lindo do que a própria vida

Estou tecendo estas palavras em forma de versos
Para agradecer os comentários aos meus poemas que exprimem tristeza
Nestes simples versos está literalmente o sentimento do poeta que existe dentro de mim
E foi ele, Marco Rodrigues, que preencheu o vazio que um dia existiu.

Hoje estou cheia de luz, de inspiração e de vida
Nem sempre divulgo poemas novos, a maioria guardava ha meses
Por fim fui incentivada a publicá-los no site,
E hoje, ao ler, chego ficar surpresa e me remeto ao dia que escrevi.

Agradeço a todos, de coração, as palavras de carinho.
Aproveito para dizer a Vânia que ela tem toda razão: é preciso ter fé.
Graças a Deus tenho muita,
Afinal acredito que a fé é que nos sustenta de pé

Vou terminando esta carta rimada deixando um beijo especial
Para todos aqueles que leram e comentaram sobre os poemas:
“Sem Palavras” e “Olhar de ternura”
Vocês foram inspiração para este texto que dou o nome de Carinho.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Promessas

(Mel Diniz)

Não venhas tu com falsas declarações
Juras de amor e inúmeras promessas
Não fale mais nada, pois não quero ouvir, quero enxergar as tuas palavras
A única forma de enxergar as palavras é transformá-las em ações
Nada de cobranças
Só quero que digas quem és de verdade
Não esconda, e digas o que sou e sempre fui pra ti
Não pense que vou sofrer com a verdade
Pois o que eu penso ser verdade é que me faz sofrer
Quem é você que aparece quando eu menos espero,
E faz me esquecer que ficastes meses sem se quer dar notícias?
Quem é você que me faz sorrir quando tento te esquecer?
Quem é você que parece adivinhar quando estou disposta a dizer até nunca mais
Penso nesta hipótese e apareces dizendo que estás a chegar?
Não brinque com meus sentimentos
Você diz que tenho ternura de criança
Sabes que és especial, pois conseguistes enxergar a pureza do que sinto por ti.
Pureza não no desejo, mas na verdade que reveste este desejo

Prisioneira da Liberdade

(Mel Diniz)

Sinta-se um príncipe diante aos encantamentos da pureza de um sonho
Às vezes sonho que estou a sonhar com um sonho
E neste sonho, sonho que estou a sonhar, está você a me desnudar a alma,
Faço-te rei do meu reino que até então não tinha trono por não haver ninguém que ousasse reinar.
De mansinho entrastes em meu sonho,
Alojou-se no coração do meu ser e se fez rei
Mas não se sente pronto para me reinar
Não me conhecias ao certo e agora que conseguistes entrar no mundo dos meus sonhos Percebestes o quanto sou livre e não tens como me encarcerar
Sentes-te tímido diante da minha liberdade
Minha liberdade é tão livre que te deixa livre para reinar
Mas não se espante. A sensação de liberdade incomoda,
O incomodo impede de flutuar e sem flutuar não há como voar,
Sem voar não saio do lugar e torno-me prisioneira da minha própria liberdade.
Venha meu rei, ocupe seu trono e tire o incomodo dos meus sonhos
Se conseguir, chegue mais perto, me dê a mão e vamos voar.

domingo, 18 de julho de 2010

Bate Papo com o leitor amigo

Ola!

Você viu que hoje postei dois poemas? Então, estes foram feitos hoje.
Dedico eles à minha inspiração, ou melhor, ao responsável pela minha inspiração. Uma pessoa que acabei de conhecer, na verdade estamos nos conhecendo e olha que já me inspirou poesia.
Um beijão e até amanhã.
Com carinho,
Mel Diniz

Teu Beijo

(Mel Diniz)
Sinto o doce sabor do teu beijo
Teu beijo sabe a momento
O momento se faz com segundos
E cada segundo se faz um momento
Com isso posso dizer que momentos são ímpares e não se repetem
Logo, se teu beijo sabe a momento, também são ímpares e o sabor não se repete.
Pode se viver momentos parecidos, mas jamais vivemos duas vezes um mesmo momento
Mas preciso comprovar cientificamente esta minha tese
E para isso necessito beijar-te infinitamente há cada segundo
Se mesmo assim eu não conseguir comprovar minha tese
No mínimo terei tentado saciar o desejo de te beijar.

Ausência de você

(Mel Diniz)
Encontro em você a magia das formas
Em você eu encontro a magia das cores
Ao som do melhor do Blues me sinto com você no infinito azul do céu
E no céu danço um tango entre nuvens passageiras
Abro os olhos e não vejo formas, não vejo cores
Ouço o Blues e não vejo o infinito azul do céu,
Onde deveria, entre nuvens passageiras, dançar um tango
Mas ha algo que explica o inexplicável,
Pois as formas, as cores, a música, o céu e as nuvens existem,
Mas só enxergo através de você,
Como não as enxergo é porque me falta você.

sábado, 17 de julho de 2010

Bate Papo com o leitor amigo

Olá,
Estou dando uma passadinha rápida.
Hoje bloguei mais um Dialogo, espero que você goste.
Não equeça de deixar um comentário.
Beijos com carinho,
Mel Diniz

Diálogo de Poetas VI

Devo dizer
(Paulino Vergetti)

Direi, sim, tu o sabes,
mas se me quiseres ouvir.
Minhas palavras carregam livres
os lamentos presos que eu digo
quando não desejo chorar nem sorrir.
Um dia eu serei apenas teu,
quando todos os mundos ao nosso redor,
sem dó, nos fizerem sorrir e cantar.

Orbito em teu amor, tonto de tudo
entre esses teus afagos mudos
e esse teu beijo gigante.
Disto de nós nesse teu corpo distante,
tão ausente, tão carente, tão amante.
Direi, sim, mas quando não me maltratares
e ausente na saudade eu amar-te outra vez.

Diga, que não te ouço
(Mel Diniz)
Podes até me dizer,
Mas hoje não quero te ouvir,
Hoje quero falar,
Não vou lamentar e tão pouco ouvir teus lamentos,
Pois me apetece te amar
Mas estou à espera do dia em que serás apenas meu
Não ficarei de braços cruzados a espera,
Já fiz contato com o vento que se propôs a me ajudar,
Ele vai espalhar meu canto por todos os cantos,

E com isso atingir todos os mundos ao nosso redor
Minha esperança é que os mundos se encantem com o meu canto,
E assim, mandem um encanto, que sem dó nos fará sorrir e cantar,
Quando tivermos sorrindo e cantando, no cumprimento de suas palavras,
Serás todo meu e estarás liberto para me amar
E quando isso ocorrer, a distância de nossos corpos se transformará em presença
Colocando de lado a ausência que nos faz tão carente
E toda esta magia servirá para nos fortalecer na infinita jornada de espalharmos o amor
Por toda a eternidade

domingo, 11 de julho de 2010

BATE PAPO COM O LEITOR AMIGO

Ola!

Peço desculpas pelo meu sumiço. Mas prometo ser mais dedicada. Ainda estou aprendendo a trabalhar com blog e hoje quero criar um espaço para colocar poemas de outros poetas. Penso que vai enriquecer bastante esta página.
Ah! Hoje tenho novidades. Ontem recebi e-mail de um “amigo poeta” e acabei entrando no Recanto das Letras. Muito bacana. Vale a pena você conhecer. Fiz um cadastro e estou a postar alguns poemas.
Obrigada pela visita! Hoje postei mais dois poemas. Espero que goste e volte sempre. Estou preparando novidades.
Beijos com carinho,

Mel Diniz

Expressões de outono

(Mel Diniz)
Ao som de outono estou a tecer estas linhas
Fecho os olhos e brinco com as palavras
Mas elas parecem brincar comigo,
Escondem-se por baixo das folhas caídas, típicas do outono, e eu perco a rima
Mas o vento parece estar ao meu favor
O vento de outono bate e varre as folhas caídas expondo as palavras escondidas
Outras folhas caem, mas as palavras já não são as mesmas
Cada uma corre a procura de um canto
Eu aceito a brincadeira e percorro todos os cantos a procura das palavras na esperança de formar uma rima,
Junto todas as palavras que encontro, observo-as com carinho e percebo que expressam o som do outono
No outono, parece que a noite chega mais cedo
Sendo possível sentir o cheiro do inverno
E ao sentir o cheiro de inverno sinto a presença daquele que me aquece
Você quer saber quem me aquece? Esquece e não me aborrece. (sorriso maroto de timidez)

Filosofia do Florescer

(Mel Diniz) Imagina um lugar onde tudo floresce
As idéias florescem,
As amizades florescem,
As ilusões e o trabalho florescem,
Nada se joga,
Tudo se transforma, floresce e fortalece.
O amor prevalece e nada se pede em troca
O ser humano engrandece, mas não envaidece
O próximo é visto como semelhante
E a solidariedade reina
Assistencialismo nada,
Realismo sempre.
Uma forma consciente de viver o tudo do nada
É como inventar o espelho da capacidade
E todos os dias ao ver se diante dele se sentir capaz
Capaz de tudo
Capaz de sorrir,
Capaz de ir atrás dos objetivos e cumprir as metas
Capaz de se apaixonar
Capaz de amar e se sentir amada
Capaz de fazer do mundo um verdadeiro jardim da fantasia
Onde as chances são iguais a todos
Só é preciso discernimento para escolher bem o caminho e partir para a conquista.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

BATE PAPO COM O LEITOR AMIGO

Ola!

Nossa, que saudades!
Fiquei ausente cinco dias, mas é que o trabalho me consumiu demais, mas hoje cá estou e postei dois poemas. Espero que gostem.
Ontem recebi a visita de João em meu blog Ele se tornou meu seguidor. Que bacana! Obrigada.
Bom, hoje vou escrever só um cadinho. Já está tarde e o dia promete.
Beijo super carinhoso da amiga


Mel Diniz

terça-feira, 6 de julho de 2010

TPM

(Mel Diniz)

Estou triste e sem paciência
Tudo me faz mal,
Tudo me faz chorar,
Tudo me dá ânsia e vontade de vomitar
Vomitar a vida que não tem sentido
Vomitar a sorte que pouco tenho
Vomitar o amor desiludido
Quero por pra fora tudo o que me faz mal
Quero-me por pra fora porque me faço mal
Faço-me mal porque me faço chorar
Faço-me mal porque sem querer me mato aos poucos
Estou a cometer um suicídio lento e diário
Pois todos os dias faço o que me faz mal
Deixo de amar como quero
Deixo de me alimentar como devo
Deixo de fazer as coisas que gosto
Deixo de estar, de ser, de viver
Deixo de conviver
Deixo de não me deixarem ficar triste
Deixo de não me deixarem magoar
Deixo de não me deixarem maltratar
Sinto-me maltratada quando maltratam o meu próximo
Sinto-me maltratada quando maltratam o ambiente em que vivo
Pouco faço para deixarem de maltratar e maltratar a mim
Quero quebrar tudo, quero ficar só, e só no escuro
O que posso fazer se me sinto frágil, me sinto cega e sem visão?
O que posso fazer se me sinto sem tesão? Pois como diz o escritor: “sem tesão não há solução”
O que posso fazer se não vejo da forma que vêm?
O que posso fazer se às vezes sinto que existo por existir?
Mas há uma explicação para sentir tudo o que sinto
Não sei onde está a ESPERANÇA
Então devo gritar para os quatro cantos: Esperança, onde está esperança?
Parece que ela não escuta, mas preciso resgatá-la
Sei o que devo fazer para reencontrá-la
Devo amar primeiro a mim, isso não é egoísmo
Isso é trabalhar para servir
Pois para amarmos o próximo é preciso saber amar
E a maneira de aprendermos a amar é amarmos á nós mesmos
Respeitando as nossas diferenças e deixando de nos sentir vítimas do mundo.
Neste momento parece que escuto vozes, não, não escuto vozes,
Escuto apenas uma voz. Sim é ela que está voltando. Esperança onde está você Esperança? Não precisa gritar e tão pouco chorar. Deixa de drama, simplesmente estás na TPM e neste período jamais vais me enxergar.
Fique tranqüila que logo voltas a te amar!

DIÁLOGO DE POETAS V

Mulher sem igual
(Paulino Vergetti)

Santa mulher, ó santa dama,
a esperta da casa,
a fogosa da cama,
és mesmo tu a minha senhora.

Fecha os olhos para nos enxergar
e subir aos céus e parar de chorar
porque sou eu o teu melhor amigo,
esse nem tão desvairado abrigo,
esse teu amor de tudo.

Nem tão santa és mais agora,
a dama dos dias e a mulher das horas,
a certinha de tudo, a que me engorda,
a rainha sem reino, mulher de um rei convencido!

“Ser” Mulher
(Meu Diniz)

Quem sou eu para ser sem igual
Uma mulher mais do que normal
“a esperta da casa e fogosa da cama”
Acorda cedo diz bom dia,
Arruma as crianças,
Serve o café,
Encosta os lábios nos teus e diz ter dado um beijo
Corre de um lado para o outro,
Vai para o trabalho, volta pra casa, corre faz o almoço,
Volta ao trabalho em menos de duas horas,
E antes de voltar a casa, no fim do dia, vai as compras,
Chega a casa coloca “bobs” no cabelo, passa creme no rosto enquanto organiza a casa,
Olha a tarefa das crianças enquanto faz o jantar
Coloca a mesa, tira o avental e se veste como dama e senhora da casa
Espera o Rei e senhor, serve o jantar e em seguida arruma a cozinha,
Enquanto isso pergunta ao Rei como passou o dia
Mas a bateria ainda resiste à entrega ser total
Uns acham que este tipo de mulher já não existe,
Outros chamam de Amélia ou de Maria,
E eu simplesmente chamo de um “Ser” Mulher.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Bate papo com leitor amigo - 30/07/210

Olá!

Não poderia deixar de contar. Hoje, 30 de junho, meu dia foi muito bacana, cheio de novidades. Na parte da manhã participei do I Seminário de Economia Solidária e comecei um projeto de Comunicação Comunitária. Nossa! Confesso que foi o início de um sonho, pois acredito muito no potencial das pessoas.
Hoje até demorei para entrar, fui a um concerto de seresta na Casa da Cultura. Nem te conto...nota mil. Era tudo o que eu precisava para terminar o dia com chave de ouro, mas antes de dormir não resisti, tive que entrar, postar dois poemas e claro, deixar um recadinho para você.
Beijinhos com carinho,
Mel Diniz

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Bate papo com leitor amigo - 29/06

Cá estou para um bate papo informal. Hoje, 29 de Junho, publiquei mais dois poemas. Diálogo de Poetas II e Diálogo de Poetas III. Com isso, acho interessante contar como surgiu este diálogo. Na verdade eu não conheço o Paulino Vergetti, mas sou fã de seus poemas. Ele é do interior de Pernanbuco, da cidade de Garanhuns. Só sei que tenho uma grande amiga na cidade, a qual está no meu orkut. Atravé do orkut dela, Paulino chegou ao meu deixando uma de suas poesias. Gostei imenso. No outro dia, outra poesia. Foi ai que resolvi, em forma de poesia, deixar um recado no orkut dele e logo veio a resposta. A partir daí comecei a "brincar" de forma isolada. Passei a responder os seus poemas com outras poemas e fui construindo os diálogos. Mas confesso que este diálogo é fruto da minha imaginação, não foi algo planejado. Vergetti é um escritor e eu comecei a dialogar com suas poesias. Adorei a experiência e espero que você goste do resultado.

UNIVERSO DOS MEUS SONHOS

(Mel Diniz)

Sem querer descobri você neste universo
E quando dei por mim, meus olhos estavam a brilhar,
Juntei os nossos sorrisos com o brilho do meu olhar
E quando dei por mim mais uma vez, estava a viajar
Meu pensamento foi pra longe te buscar
Na ânsia de encontrar com o brilho do teu olhar
Foi quando me lembrei de uma obra que diz:
“Longe é um lugar que não existe”
Então mesmo sem o teu olhar já o tenho perto de mim
Tão perto que me inspirou a escrever estes versos
Versos estes expressados pelo coração em contado com o pensamento.
Tenho comigo que a junção entre pensamento e coração é o sentimento.
E neste momento sinto um desejo enorme de tirar você do universo dos meus sonhos,
Não para deixar de sonhar e sim para sonhar com e com você.

DIÁLOGO DE POETAS IV

Palavras cortadas
(Paulino Vergetti)

Eu não te ouço!
Minha voz é navalha afiada,
laranja passada, quase podre
e que rapidamente chega a ti.
A voz é viva e o olho vê.
Falo-te surdo e embriagado
como um triste palhaço que não sabe mais rir.

Tua mudez foi violentada,
pariu molduras indecifráveis
e um frio sem fim.

Se há em teu amor um ar de castigo,
fugiste de ti e te puseste em desabrigo,
para não mais me ter e nunca mais me ouvir...

O grito do silêncio
(Mel Diniz)

Você não me ouve
Ninguém mais me ouve
O amor que sinto calou-me em forma de castigo,
para o meu poeta nunca mais me ouvir.
Mas o castigo foi ainda maior,
Além do poeta ninguém mais me ouve.

Mesmo assim prefiro o castigo de não me poderem ouvir
Do que perder o amor que sinto por ti
Pois o sentimento pode se ouvir no silêncio
E nele enxergar o sentimento

Meu silêncio grita alto e pedi abrigo através do olhar
Nele trago o reflexo do que vem de dentro
E por dentro uma pergunta que não quer calar
Como posso tanto te amar correndo o risco de nunca te ter?
Este foi o momento em que minha mudez foi violentada e me senti desabrigada.
Mesmo assim não conseguistes decifrar a voz do coração,
classificando a como indecifrável.

terça-feira, 29 de junho de 2010

DIÁLOGO DE POETAS III

Sísmicos sentimentos...
(Paulino Vergetti Neto)

Informo-me da vida e aprendo a amar.
Sou mesmo esse poeta ávido,
cheio do passado
e nem tão de mim.
Sei quem sou e o que eu quero!
Meus medos sobem íngremes ladeiras, descansados,
vivendo na dor do hoje o amor do passado
e nada mais.

Sentimentos “sísmicos sentimentos"
(Mel Diniz)
 O medo é o limite
Não se limite ao medo
Não viva o passado e sim o que aprendestes com ele.
Como do futuro nada se sabe,
Bom mesmo é viver o presente
Longe das angústias dos amores perdidos,
Longe da ansiedade dos amores que estão por vir
Se hoje ainda não há um grande amor,
Viva sem dor, a presente ausência dos amores
E nesta ausência,
Permita-se amar plenamente
Preencha a vida com este amor
Torna-te livre de tudo e de todos,
E com isso, permita te amar ainda mais e ser feliz

DIÁLOGO DE POETAS II

Descompromissado
(Paulino Vergetti Neto)

Vou por aí levando a vida
dentro de qualquer sonho, entretido
por algum sorriso meu,
à procura de um violão,
ou quem sabe de uma mão...
ou de um amor qualquer que livre exista.
Vou por aí ouvindo o tempo,
chorando, aprendendo, falando, dizendo.

Quando eu vier de onde eu fui,
trazendo dos instantes os momentos felizes,
hei de deixar de ser triste
para ser de mim um novo amor,
sem saudades e sem dor,
longe de qualquer compromisso tísico!

Compromisso com a Liberdade (resposta a um descompromissado)
(Mel Diniz)

Enquanto vejo alguém levando a vida
Vou andando por ela e sem querer, sendo levada por quem a leva
Sou livre e às vezes me pego sonhando
Sonho que estou sonhando com alguém que sonha
E no meu sonho ando ao lado de um sonhador que se deixa levar pelo meu sonho
O sonho vem acompanhado de uma canção de ninar
E isso faz com que eu nunca pare de sonhar

Mais uma vez falo da liberdade que tanto prezo
Sou livre para tocar um violão,
Sou livre para estender a minha mão,
Sou livre dos meus sonhos,
Não preciso de você para caminhar,
E isso me deixa livre para dizer que me amo.
E o amor que tenho por mim, me deixa livre para amar você.
E esse amor nos amarra num compromisso de liberdade
Longe da dor e da saudade,
Numa intensa sensação de  felicidade.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

DIÁLOGO DE POETAS I

Alma de Poeta
(Mel Diniz)

Quem é este poeta que invade meu ser e encanta as minhas manhãs?
Alguém que não sei quem, mas que me encanto pelo seu encanto...
Os versos falam de alforria, mas escraviza minha alma...
Minha alma fica ainda mais iluminada com a luz de seu olhar...
Um olhar que me cega e ao mesmo tempo me faz enxergar além de um olhar real.
Versos harmônicos que soa melodia e desperta em mim o desejo de poetisa

Vem meu poeta...
Quero saber mais de você em forma de poesia.
Vamos deixar nos encantar pelos encantos das palavras
Vamos sorrir e misturar nossas línguas que dizem ser a mesma
Mas sabemos que não é
Pois há algo acima da cultura que as diferenciam

Vamos falar das diferenças
Das igualdades dos povos e dos seres
Vamos falar do amor...
Do ser...
Do ter...
Do servir...
Do escravizar e alforriar...
Enfim, vamos tecer uma colcha de retalhos de símbolos que formam palavras
Alinhavados com sentimento virtual, mas com acabamento mais do que real.

Rei chorão
(Paulino Vergetti Neto)

Sou esse rei destronado, mas amigo teu,
alguém sem reino, alguém com medo...
um homem que jamais viveu.
Eis a minha história:
tudo descontado, nada lido, tudo amado.
Quando eu voltar de mim, verei a estrada.
O que me leva, cega e o que me nasce, mata!
Sou esse reino sem rei, esse rei sem rainha,
essa história escondida, essa fada perdida...
um rei sem ninguém.

Dá-me teu trono, ó vida,
onde eu possa existir e morar,
mesmo que habitando silêncios sem lenços...
mas onde eu possa livremente chorar.

Resposta a um Rei Chorão
(Mel Diniz)

Espero que quando voltar de si,
Veja a estrada que o leva a mim.
Darei-te meu canto para que possas existir,
E se quiser nele morar, és livre para chorar.
Aqui terás um reino, e eu quero ser ao menos ninguém,
Para você me reinar

Quero brincar de esconde esconde,
Contar até dez e depois de abrir os olhos, encontrar a tua história
Quem sabe na brincadeira eu encontre também a fada perdida
Esta passa a ser a madrinha que me transforma em tua rainha.
E eu que só tinha um canto
Passo a ter um rei que me encanta com seus encantos

CONQUISTAS

(Mel Diniz)

Venha, vamos brincar
Vamos para a rua com os pés no chão
Vamos soltar pipa com os meninos
Brincar de amarelinha e bolinha de gude
Vamos, venha, vamos brincar,
Mamãe polenta, mamãe da rua, manda-o-tiro-o tiro-lá
Subir em árvores, brincar de roda.
Tudo bem, então vamos brincar de pique de pegar ou de esconde esconde
Só não vale se esconder do presente.
Temos que vivê-lo intensamente com os pés no chão
Viver com os pés no chão não significa parar de sonhar
E sim viver o sonho que sonhamos quando criança,
Viver o sonho de ser “gente grande”.
Nem sempre somos o que sonhamos
Mas o importante é que conquistamos e hoje somos “gente grande”.
O que vale é a conquista
E por isso vivemos a conquista diária de viver.
Conquistamos o ar que respiramos,
Conquistamos o emprego que temos, os alimentos que comemos,
Conquistamos os amores, os encontros e desencontros,
Conquistamos nossas conquistas.
É possível conquistar todos os sonhos quando se sonha pra frente
Parar e sonhar com o passado é perda de tempo
Mas não é perda de tempo viver o que aprendemos com ele.
Se viver é uma conquista, como conquistar o que já passou?
Não é possível conquistar o passado,
O que passou já foi conquistado e aprendemos com as conquistas.
Hoje somos a conquista do que sonhamos quando criança.
Importante mesmo é viver e lutar pela conquista plena.
Muitos sonhos ainda não conquistei e por isso ainda vivo.
Um dia vou parar de ver os meninos soltar pipa para eu mesmo soltar.

SIMPLESMENTE SAUDADES

(Mel Diniz)

Às vezes me pergunto qual sentimento se sente quando se está ausente?
E às vezes coloco a ausência como sentimento
Sinto que sinto um sentimento sem sentido
A dor da ausência de alguém que nunca esteve presente
Dizem que vivo no presente
Mas como posso viver no presente se estou com alguém ausente?
Seria a ausência este meu presente ou o presente um sentimento ausente?
Penso que também pode ser a minha própria ausência que faz o outro alguém ausente.
Quanta confusão para tentar decifrar o que é saudade.
Algo tão presente nas vidas de tanta gente.
Melhor é não tentar decifrar e apenas sentir
Porque todo sentimento é nobre
É a forma de expressão interna
e porque não dizer ser o sentimento que dá sentido à vida.
Como todo sentimento é nobre, a saudade, que também é um sentimento
Existe para enobrecer o nosso ser.
Deixa de saudade, já dizia o grande poeta
E eu viro o avesso do sentimento e digo viva esta saudade.
A saudade existe para nos remeter a momentos felizes
O fato de nos remeter a momentos felizes
Não significa voltar para viver do passado
Significa recordar a lição que aprendemos no ontem
Para aplicá-la no hoje e sermos sempre felizes.

MISTÉRIOS DO MEU MAR

(Mel Diniz)
Dedico este poema ao meu amigo Marcel

Quero navegar nas ondas do meu “Mar” para descobrir todos os seus mistérios
Mesmo de longe, não há quem não se apaixone por infinita beleza
Assim como todos, nem sempre ele está de bom humor,
Os segredos lançados nas entrelinhas fazem minha imaginação percorrer o infinito
E no infinito aparece o desejo de ir mais fundo na minha investigação
Salto as ondas, mergulho e pouco descubro,
Quando prestes a desvendar alguns de seus mistérios,
Vem o vento, seu maior aliado, e me carrega para longe deles,
E começo tudo de novo num espaço novo.
E quando estou novamente prestes a desvendar algo
Lá está o seu fiel aliado pronto para me carregar e levar para mais longe.
Depois de dezenas de tentativas
Percebi que o grande mistério do meu Mar era o seu aliando.
Isso fez me pular mais ondas e quando ele estava pronto para me carregar,
Aproveitei o embalo e fui parar nas nuvens, onde hoje habito,
Lugar onde o seu aliado revelou, em segredo, que parte dos mistérios do meu “Mar” estava dentro de mim.
Neste momento se tornou meu confidente e também aliado, e guarda pelos quatro cantos todos os meus mistérios, que por ele jamais serão revelados.

TRABALHO

(Mel Diniz)
O trabalho engrandece, enriquece, amolece
O trabalho enriquece a alma
A alma amolece com o trabalho que engrandece
O trabalho é muito e o corpo padece, amolece,
O cansaço engrandece e toma conta do corpo
O corpo procura um canto que não canta, mas encanta,
Encanta o cansaço que descansa na cama que fica no canto
E muitos que não têm cama abraçam o cansaço e cantam sem um canto
Um canto que não encanta, mas desencanta e chora.

TANGO COM AS PALAVRAS

(Mel Diniz)
Dedico este poema a Leandro Theodoro, psciólogo e proprietário da Escola de Dança Leandro Theodoro.

Ao som de um belíssimo tango as palavras deslizam na tela em branco
Tecendo arabescos ora belos ora nem por isso
Na verdade os arabescos são adornos de sentimento nos pés da dançarina
E por que não dizer expressão de palavras do escritor
Pois na fortaleza das palavras libero meus sentimentos como na vivência de uma dança
Não estou preocupada com a beleza das palavras e tão pouco com a lógica
Simplesmente quero expressar com a pureza de um sentimento.
Ouça o tango que ouço, sinta e veja como foi minha festa
Foi assim que cheguei:
Pé ante pé, meio tímida e encabulada
As escadas pareciam maiores que nunca...
A sensação de que talvez tivesse sido melhor não ter ido
Entrei no salão, todos a dançar, sensação de estranheza, não sabia onde ficar.
Fui cumprimentando um a um, mas parecia não conhecer ninguém
Disfarcei a timidez ou possível insegurança com um sorriso nada discreto, mas de puro nervosismo.
Sentia meu rosto a queimar até que decidi por uma mesa.
Sentar foi um alívio!
A música foi tomando conta do meu espaço e os pés pareciam não querer ficar no chão
A cadeira tinha bicho carpinteiro, como dizia meu avô, pois eu não parava de mexer.
E quando percebi estava eu a rodopiar no salão me sentido livre
Deixando de lado a estranheza, passei a convidar pessoas para dançar
O salão que parecia grande e frio com a minha chegada, se tornou pequeno e aconchegante.
Nem senti o salto alto e tão pouco os erros dos passos.
Simplesmente optei por sentir a doce sensação de leveza e liberdade do dançar.
O corpo ainda não solta os passos como uma pluma,
Mas já não é mais pesado como um elefante
De forro a tango não deixei nada escapar
Quando dei por mim já passava das três e meu desejo era continuar
Foi aí que resolvi ir embora para não deixar passar o gosto de quero mais.
E por falar em quero mais, quando será a próxima festa?

SENTIMENTO

(Mel Diniz)

Não sei o que sinto
Não sei o teu querer
Sei o que quero
Não sei o que sentes
Quero viver o instante,
Quero viver o presente,
Quero continuar pensando em te encontrar novamente.
Encontrar e viver intensamente o instante como se não houvesse o amanhã
Viver o momento como se fosse o último,
Como se fosse o único,
Como se fosse mágico e ser acima de tudo sempre verdadeiro
Uma verdade que não sabemos qual
Mas sabemos que está longe da falsidade e da mentira...
Uma lembrança...
Um telefonema...
Um reencontro...
Um cinema...
Uma mensagem...
Um abraço...
Um beijo tímido...
As mãos que se entrelaçam...
Tudo se faz presente em um momento não mais presente
Se no presente o passado está sendo presente...
No passado o futuro é o instante.
Que frase sem lógica e sem nexo!
Mas desde quando sentimento precisa de lógica, precisa de nexo?
Sentimento não se diz, não se vê, não se escreve, não se explica...
Simplesmente sente.

sábado, 26 de junho de 2010

SENTIMENTO SENTIDO

(Mel Diniz)

Não importa a lógica das palavras ou as palavras sem lógicas
O que importa é tentar expressar o sentimento através da junção de símbolos que dizem fazer sentido.
Mas será um sentido sentido ou sem sentido?
Não estou com muita vontade de pensar então prefiro mudar de assunto.
Mas não faz sentido mudar de assunto uma vez que quero que saiba o que sinto ou o que senti.
Hum! acho que desse jeito não vou chegar a lugar nenhum.
Mas quem disse que quero ir para algum lugar?
Um lugar sem lugar, talvez ao luar
Que prosa sem rumo!
Ou será um rumo sem prosa?
Que texto sem lógica.
Mas o que é a lógica quando tentamos escrever sentimento...
Já sei. Para finalizar quero dizer que realmente não faz sentido escrever sobre sentimento
Afinal sentimento não explica simplesmente se sente.
Proporcionei-me uma noite fantástica!
Boa música, boa companhia e uma tremenda viagem ao redor do mundo!!!
A companhia tinha muitas histórias!
Eu tenho algumas histórias e com certeza hoje comecei mais uma história.
É muito bom sermos, além de protagonistas, escritores da nossa história, pois somos livres para darmos o rumo que quisermos à trama.

JARDIM SECRETO

(Mel Diniz)

Hoje me encontro com você sem te encontrar
Mas não é um não encontrar desencontrado
É um encontro de desejos sem se tocar
Desejo este que me aquece nesta noite fria
E de pensar chego até a transpirar
Imagino sendo afagada em teus braços
Sentindo o teu respirar
Ouço as batidas do teu coração
E este ouvir faz o meu acelerar

Como sei que não vou te encontrar
Trago você em meu pensamento
E o coloco ao lado do meu peito
Transpirando um desejo selvagem
E nos transporto a um jardim secreto
Um lugar onde é possível ver a pureza do que se diz impuro
E a imoralidade se autodestrói

Fecho os olhos e me encontro despida na alma,
Deixo de lado o pré-conceito
Atiro-me no impulso do desejo e me entrego.
Por alguns segundos sinto-me fora do mundo
Agora de volta, nosso olhar se cruza
E se confunde com o brilho do luar

LICOR E CHOCOLATE

(Mel Diniz)

O que é a vida senão um quebra cabeças de infinitas peças,
Peças que são encontradas e encaixadas.
Há peças que às vezes julgamos estar bem encaixada,
Depois percebemos que o encaixe não está perfeito
E continuamos a procura das peças perfeitas para o encaixe que não se encaixa.
Em meio a tanta procura de encaixe e desencaixe ocorre os encontros
Encontros que por vezes foram desencontros
Sim, pois só se encontra o que estava no desencontro.
A procura da peça perfeita me fez chegar a ti
Ainda não sei se a peça se encaixa, mas tenho a certeza do desejo provisório de se encaixar
O desejo de encaixar foi encontrado no meio de outros desejos
E o meu desejo foi surpreendido pelo teu desejo
O meu desejo era de te olhar e o teu desejo foi além do meu desejo
O além do teu desejo despertou o meu desejo de te abraçar
O meu desejo de te abraçar transformou no teu desejo de me beijar
O teu desejo de me beijar despertou o meu desejo de te escutar
O meu desejo de te escutar transformou no teu desejo de me tocar
O teu desejo de me tocar veio ao encontro do nosso desejo de amar
Nos Abraçamos, nos beijamos, nos tocamos
Nos olhamos, nos ouvimos e nos enchemos de tesão
A vida é como uma caixinha de surpresas que sempre nos surpreende
Mas antes fosse uma de bombom e você seria o meu de licor
Mas como tenho o desejo de estar sempre junto de ti
Eu seria o chocolate e você o licor que se coloca dentro de mim, bem do lado esquerdo do peito.

Estrela do Prazer

(Mel Diniz)

Enquanto a saraivada cai lá fora deixando uma paisagem linda, porém fria
Algo inigualável ocorre do lado de dentro da janela.
Dois corpos unidos num único desejo fazem da manhã fria cada vez mais quente
O olhar penetrante,
As mãos que deslizam,
O beijo que cala,
O abraço que aquece,
Pernas entrelaçam,
Línguas se encontram, desencontram,
Umedecem, descem e tecem desejos em todo o meu corpo.
Dois sexos se encotram e o doce gemido abafa o som do encontro do granizo e a janela,
Misturados aos primeiros raios de sol do amanhecer,
O olhar que se fecha faz anoitecer e ver estrelas no auge do prazer

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Delícias do Desejo

(Mel Diniz)

Delicia é o desejo que sinto em olhar o teu olhar
Sentir o teu calor
Deixar de ter pudor e
Colocar-me ao teu dispor
Sentir as tuas mãos a contornar os meus contornos
E aos poucos me despir e vestir o meu corpo com o teu corpo
E minha veste passa a ser tua pele que investe e me aquece