(Mel Diniz)
Ao som de outono estou a tecer estas linhas
Fecho os olhos e brinco com as palavras
Mas elas parecem brincar comigo,
Escondem-se por baixo das folhas caídas, típicas do outono, e eu perco a rima
Mas o vento parece estar ao meu favor
O vento de outono bate e varre as folhas caídas expondo as palavras escondidas
Outras folhas caem, mas as palavras já não são as mesmas
Cada uma corre a procura de um canto
Eu aceito a brincadeira e percorro todos os cantos a procura das palavras na esperança de formar uma rima,
Junto todas as palavras que encontro, observo-as com carinho e percebo que expressam o som do outono
No outono, parece que a noite chega mais cedo
Sendo possível sentir o cheiro do inverno
E ao sentir o cheiro de inverno sinto a presença daquele que me aquece
Você quer saber quem me aquece? Esquece e não me aborrece. (sorriso maroto de timidez)
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