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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Olá,

Desta vez não fiquei tanto tempo sem entrar. É que estou trabalhando bastante e como trabalho direto no computador, às vezes fico cansada de entrar em casa. Mas ontem o motivo foi outro. Havia esquecido a senha. Que sufoco!
Tenho novidades. Comecei a caminhar no Parque todos os dias e estou amando, pois esta atitude tem me trazido inspiração, tanto que decidi não permitir que coloquem o N no meu tesão transformando-o em teNsão.
Muitas vezes estamos tendo um enorme prazer em executar uma tarefa, por exemplo, e ainda falta uma semana para cumprir o prazo e cliente falando toda hora no cumprimento do prazo, neste momento a tensão começa a tomar o espaço do prazer e chega a inibir a criação. Por isso a partir desta semana o lema é: Vamos tirar o N da tensão e trabalharmos todos com muito tesão.
Por hoje fico por aqui. Deixo uma poesia para você e olha, não esqueça: Não permita que coloquem o N no seu tesão.

Beijos no coração,
Com acarinho,
Mel Diniz

O Toque que Toca

(Mel Diniz)

Trago na mente o acorde de uma canção que me faz chegar a ti.
Em segundos o cerrado vira mar e o ouço tocando pra mim
Juntos transformamos a brisa em melodia e tudo se faz canção
Teu toque me encanta e busco um tom para te encantar
Encontro o tom no sorriso que cruza com o brilho do teu olhar
Teu olhar se faz chama e sem querer me impede de respirar
Sem respirar encontro me no inconsciente
Um inconsciente mais do que consciente que te faz presente

Sais pelo mundo a tocar
E imagino me sabendo voar
Sei onde estás.
O corpo fica,
O pensamento voa,
E em segundos me coloco diante de ti
Mais uma vez ouço teu toque
Tocas para mim e me tocas com o teu toque
Com isso meu toque se faz presente
E com ele faço te sentir o tom do meu sentido.

domingo, 5 de setembro de 2010

Bate Papo com o leitor amigo

Ola!

Nossa como estou em falta com meus amigos. Tanto tempo sem entrar, sem postar poesias, sem falar da vida. Estou correndo tanto que não tem sobrado tempo. Quando percebi já havia passado mais de um mês e eu sem dizer um oi. Mau sinal. Não vi o tempo passar. Se não vi é porque não vivi. Que triste! Olho a data da última postagem, 22 de julho de 2010. Poxa! Quantos dias eu fiquei sem viver! Mais de um mês e não percebi. Não vi passar o tempo.
Percebo que quando escrevo dou-me a chance de entrar em mim e enxergar meus sentimentos, enxergar minha pessoa, enxergar o meu ser, enxergar minha alma, enxergar o próximo como meu semelhante. Dou-me a chance de encontrar-me comigo mesma.
Construir o blog foi uma conquista. Era um desejo e foi saciado. Por um momento foi algo inusitado, a Mel mostra seus poemas para o mundo. A Mel descobriu que tem asas e pôs-se a voar. Mas pelo visto Mel não alcançou vôo. Por que será? Voou tão baixo, assim como as galinhas. Mas Mel é uma águia, um ganso selvagem e pode voar muito mais alto que as galinhas. Como abandonamos as nossas conquistas!
O amigo deve achar que estou delirando ao ler que a criação de um blog é uma conquista. Sim é a minha conquista. E é extremamente importante por ser uma conquista. Nós que damos a dimensão e o valor às coisas.
Mas o importante é que voltei a escrever e peço que leia as entrelinhas de nossos bate-papos e até mesmo das poesias, pois sempre há algo que possa ser importante que não coloquei na linha.

Beijos com sabor de poesia.

Não sei se assino Roberta ou Mel, pois este texto tem a Razão da Roberta e emoção de Mel. Já sei...
Beijos com carinho,

RôMel.

Poema para você

(Mel Diniz)

Perdida em um espaço a procura do nada
Sinto que encontrei o meu tudo
Atração por um perfil
Doce sensação de um beijo sincero
Procura
Descoberta
Desencontro
Encontro
Afinidade
Alma
Você
Busco palavras que definam este momento
E te encontro em pensamento
Palavras de ternura e carinho soltas no ar
Aproveito e peço ao vento que me leve até você
O pedido foi aceito e logo, se fechar os olhos, me sentirás acariciando o teu rosto
E sussurrando felicidade ao pé do teu ouvido.
Sem poder me tocar aceitarás minhas carícias
E no ar sentirás meus desejos
Desejo de sentir teu toque, teu cheiro
Desejo de olhar meu olhar refletido no teu
E na luz do teu olhar enxergar a essência de tua alma
Tua alma desnudando a minha tornando-a mais transparente em sentimento
Do Taelwondo temos em comum o social
E do social a harmonia
Escuto secos e molhados e me pego a dançar um tango contigo
Escrevo sobre Economia Solidária e na espera sou solidária a você
E você, sem perceber, solidário a mim em encantamento.
Nosso encontro desencontrando inspirou poesia
E tecendo palavras sinto-me cada vez mais perto de ti
Agora estou de volta e quero receber um recado teu através do vento
Que este vento chegue rápido e me faça sonhar acordada
E neste sonho quero que venhas me buscar
Para juntos navegarmos neste mundo de palavras
E do sonho ter a certeza do quanto foi bom te encontrar de verdade

A obra de arte da vida

(Mel Diniz)

Todos os dias quando acordo
Encontro com a luz da manhã a colorir o meu dia
A manhã é uma verdadeira artista
Tem habilidades ímpares para pintar, tecer e desenhar
A minha Manhã me tem sempre como protagonista e me entrega uma obra a cada dia.
Nem sempre vejo a obra colorida
Às vezes me entrega preto e branco ou apenas de uma cor
Mas a Manhã não tem culpa.
Tem dias, que antes dela chegar,
Escondo tintas, linhas, lápis, deixando a quase sem nada
Ela nem desconfia, e sempre com boa vontade me entrega uma linda obra ao fim do dia
Nem sempre reflito sobre a obra e às vezes passa despercebida
Passo dias a fio sem analisar nenhuma das obras, mas elas estão todas ali,
Guardadas na estante da memória, e quando menos espero aparece uma vaga lembrança.
O tempo passa a cada passo e de tão agitado não percebo ele passar,
E tão pouco por onde eu passo.
Não percebo a linha que estou a traçar e tão pouco o caminho que já percorri
Outro dia quando acordei, minha artista estava a pintar o meu espanto quando percebi, ao longo de um mês, a linda colcha de retalhos que ela havia tecido.
Na verdade havia finalizado um trabalho no meu trabalho e de tanto trabalho os passos passaram despercebidos.
Ao ver a colcha pronta ocorreram-me dois sentimentos: Vitória e remorso
Vitória por ter concluído o trabalho com louvou
E remorso por não ter vivido cada dia como um dia de vitória.